Passei mais de 1 dia num bug… e a solução era uma linha
Eu criei uma automação simples.
A ideia era buscar a cotação do dólar automaticamente, 3 vezes por dia, todos os dias.
Nada muito complexo.
E de fato… no primeiro dia, funcionou perfeitamente.
No segundo dia?
Simplesmente parou.
Eu estava usando a biblioteca schedule no Python pra gerenciar os horários.

A lógica era bem direta:
- rodar em horários específicos
- repetir isso todos os dias
- sem intervenção manual
E durante o dia… tudo funcionava perfeitamente.
Os horários eram respeitados.
As execuções aconteciam.
Parecia tudo certo.
O problema só aparecia no dia seguinte.
A automação simplesmente não rodava mais.
Sem erro.
Sem log.
Sem aviso.
Ela só… não fazia nada.
Foi aí que começou o caos.
Eu comecei a investigar tudo:
- será que o horário estava errado?
- será que o servidor parou?
- será que o loop não estava rodando?
Revisei o código várias vezes.
Coloquei logs.
Testei manualmente.
Reiniciei tudo.
E nada explicava por que funcionava em um dia…
e simplesmente morria no outro.
Depois de MAIS DE UM DIA tentando resolver, eu finalmente percebi o problema.
As tarefas agendadas continuavam acumulados internamente.
Ou seja, a cada ciclo, o schedule não estava “resetando” o estado anterior.
E isso acabava impedindo a execução correta no dia seguinte.
A solução?

Uma única linha:
schedule.clear()
Só isso.
Depois de executar as tarefas do dia, eu precisava limpar os agendamentos antes de recriar os próximos.
Simples.
Óbvio.
Mas eu levei mais de um dia pra enxergar isso.
Esse bug me ensinou algumas coisas importantes:
- Nem sempre o problema está na execução — às vezes está no estado
- Bibliotecas simples também têm “pegadinhas”
- Quando algo funciona parcialmente, o erro pode estar no ciclo completo
- Resetar estado pode ser tão importante quanto executar a tarefa
E principalmente:
o problema raramente é tão complexo quanto parece no início.
Automação parece algo “configurou e esqueceu”.
Mas na prática, ela também falha.
E às vezes… de formas bem silenciosas.
Esse foi só mais um lembrete de que:
no dia a dia de um programador,
os bugs mais simples
podem ser os que mais custam tempo.